Objetivo:

A minha missão, e é assim que eu encaro esse trabalho, é de apenas divulgar a boa e bela música! Pois é inconcebível deixar as pessoas sem conhecer o verdadeiro Rock. Não consigo imaginar alguém nascer, crescer, viver e morrer sem ouvir pelo menos a metade do conteúdo deste Blog. É uma tortura para meu ser pensar que isso possa acontecer! Quero também deixar muito claro que não pratico pirataria. Os links expiram em 60 dias e sabemos, como bons apreciadores, que um mp3 tem péssima qualidade. Porém, não existe nada melhor do que achar um som na internet, baixar, se deliciar e depois comprar o original, com encartes, um som puro e perfeito! Preservando assim os direitos autorais dos artistas que as produziram!

Desejo a todos uma viagem sonora cheia de delícias musicais!

CLAUDIOTULL

segunda-feira, junho 06, 2011

GENESIS - THE LAMB LIES DOWN ON BROADWAY - 1974
Temos aqui uma obra prima dos "Conceptual Albuns", mas o que é um álbum conceitual? Bem, é um álbum em que todas as músicas contribuem para o mesmo efeito final ou para uma história única. Normalmente, no Rock Progressivo, é um álbum de um artista ou de um grupo que consiste simplesmente numa série de músicas que a banda escreveu ou escolheu, para integrar de uma forma sempre ligada uma música na outra, formando assim a história do disco. Esse é um clássico do Genesis que mostra toda a genialidade de Peter Gabriel, sem desmerecer a trupe, que, diga-se de passagem, são tão gênios quanto Gabriel, aliás, é essa química que faz as Big's Band's. Grandes talentos únicos que se juntam para formar uma banda, não tem como errar o alvo. Toni Banks, Michael Rutherford, Steve Hackett e Phil Collins fizeram e deram todas as condições para que Gabriel colocasse suas ideias e loucuras para fora e as transformassem em músicas progressivas e expressivas, o que deixou o Genesis no Olimpo do Rock Progressivo. Eu destaco as maravilhosas "Cuckoo Cocoon" com uma flauta transversal de dar inveja a qualquer ser Tull. "In The Cage" que começa singela... "I got sunshine in my stomach Like i just rocked my baby to sleep. I got sunshine in my stomach But i can't keep me from creeping sleep, sleep, deep in the deep"... E se transforma em uma melodia altamente trabalhada em cima dos teclados de Toni Banks e o contrabaixo de Michael Rutherord. Tem também a baladíssima "Carpet Crawlers" que tem nada mais nada menos que Phil Collins fazendo backing vocals sobre um instrumental que parece ser uma autobahn para que Peter e Collins deslizassem suas suaves vozes como possantes Porches. "Anyway" que tem um piano erudito que contrasta com uma voz metalizada e vibrante de Gabriel, e é cheia de efeitos de sintetizadores ornamentados pelo solo limpo e preciso da guitarra de Steve Hackett. Tem a enigmática "The Lamia" linda música com viagens psicodélicas e fantasmagóricas que só poderia ter saído da cabeça de Peter Gabriel. Bem acho que depois desse papo cabeça não tem jeito, a galera vai baixar!!!
BAIXEM ESSA OBRA PRIMA DO PROGRESSIVO!!!
CLAUDIOTULL

sexta-feira, junho 03, 2011

CROSBY, STILLS, NASH & YOUNG - 4 WAY STREET - 1971
Este é um registro épico de um encontro de lendas vivas do Folk Rock, e vem com uma ótima qualidade de áudio em 320kbps. "4 Way Street", ganha disco de ouro antes mesmo de entrar nos Top Of The Pop's europeu e americano, embora pouco tempo depois realmente viesse a atingir a primeira posição. Com este lançamento, o quarteto conseguiu na época a proeza de ter registrado apenas dois álbuns e emplacá-los diretamente no topo das paradas de sucessos tanto Norte Americana como na Europeia, um grande feito para uma época de grandes estrelas na constelação Folk. Pouco tempo depois que Crosby, Stills Nash & Young se separaram, em 1971, devido às desavenças entre Stephen Stills e Neil Young, era lançado esse álbum duplo "4 Way Street". Uma única rua de quatro mãos... E que mãos!!! Nele encontramos a prova que o mais harmonioso grupo da história do Folk Rock era melhor ao vivo que em estúdio. Acompanhados com eficiência pelo baixista Calvin ‘Fuzzy’ Samuels e pelo baterista Johnny Barbata, o CSN&Y dividiu os quatro lados do lançamento original em vinil em duas partes no CD remasterizado em 1992, acústico e elétrico, fugindo do esperado pelo fãs, um lado para cada um. Todas as suas características estão lá, com erros e brincadeiras, como só acontece quando se está tocando por prazer e a vontade. O disco acústico começa com os últimos acordes de “Suite: Judy Blue Eyes”, de Stills, música que aparece na íntegra no filme “Woodstock”, e é seguida por “On The Way Home”, de Young, aquela mesma que Renato Russo regravou, ou melhor cagou!! Hehehersrsrsr. Temos depois a belíssima “Teach Your Children”, presença obrigatória nos setlists do CS&N até hoje, “Triad” e “The Lee Shore” que são as duas músicas que mais gosto de todo disco (ambas de Crosby), “Chicago” e “Right Between The Eyes” (Nash), “Cowgirl In The Sand” e “Don’t Let It Bring You Down” (Young), “49 Bye-byes/America’s Children” e “Love The One You’re With”(Stills). Para a edição do CD foram incluídas mais 4 músicas no primeiro CD, “King Midas in Reverse” (Graham Nash), “Laughing” (David Crosby), “Black Queen” (Stephen Stills) e o meddley arrasa-quarteirão “The Loner/Cinnamon Girl/Down By The River” (Neil Young). O disco elétrico traz menos músicas, com Nash abrindo caminho com “Pre-Road Downs” para “Long Time Gone” (Crosby), uma longa mais, de treze minutos, versão de “Southern Man” (Young), a violenta canção de protesto contra a morte de quatro universitários, intitulada “Ohio” (Young) e “Carry On” (Stills). O disco fecha com a suavidade e melancolia da faixa acústica, “Find The Cost of Freedom” e um “Boa Noite” sussurrado, que faz com que o ouvinte realmente se sinta lá, participando do show. É um disco obrigatório para qualquer ser vivo!!! ninguém deve passar por este planeta sem escutar essa trabalho musical envolvente e fenomenal!!!.
BAIXEM ESSAS LENDAS VIVAS DO FOLK!!!!
CLAUDIOTULL
JOHNNY WINTER - AT MY FATHER'S PLACE - FM RADIO 1980
Raridade!!! Raridade!!! esse "Piratão" foi gravado em Portland no dia 04/10/1980, por uma rádio FM. Tocando clássicos do Blues Rock e da música Norte Americana, como uma inusitada versão de "New York, New York", John Dawson Winter III, mais conhecido como Johnny Winter, nasceu em Beaumont, Texas, em 23 de Fevereiro de 1944. É um guitarrista e cantor de blues norte-americano. Johnny começou a se apresentar ainda jovem com seu irmão Edgar Winter, que, assim como ele, é albino. Seu primeiro disco "School Day Blues" foi lançado quando Winter tinha 15 anos de idade. Em 1968 ele formou um PowerTrio com o baixista Tommy Shannon e o baterista Uncle John Turner. Um artigo na revista Rolling Stone ajudou a gerar interesse no grupo. O álbum Johnny Winter foi lançado no final do ano de 68. Em 1969 o trio se apresentou em vários festivais, incluindo Woodstock. Em 1973, depois de se livrar das drogas, Winter retornou em forma com Still Alive and Well. Em 1977 ele produziu o álbum Hard Again de Muddy Waters. A parceria resultaria em várias indicações ao Grammy, e Johhny gravou o álbum Nothing But Blues com os integrantes da banda de Muddy. Em 1988 ele foi incluído no "Hall da Fama do Blues". Nesse trabalho, Johnny arrebenta com seus inconfundíveis solos de slide guitars e sua  banda afinadíssima, com seu baixista quicando nos cascos, um documento RARÍSSIMO, que vem com a ilustração do mestre dos quadrinhos mister "Robert Crumb". Uma bolacha que merece estar em nossas estantes pra curtir a toda hora!!!
BAIXEM MAIS ESSA RARIDADE DO ALBINO DOS SLIDES GUITARS!!!!
CLAUDIOTULL

quinta-feira, junho 02, 2011

THE MARSHALL TUCKER BAND
Aí vai uma coletânea que fiz do Marshall para ouvir nas estradas da vida!!! Em 1966, membros de diversas bandas se fundiram para formar a Toy Factory, em homenagem a Toy Caldwell. A banda era formada por: Tommy Caldwell, Toy Caldwell, Doug Gray, Jerry Eubanks, George McCorkle e Franklin Wilkie. No final dos anos 1960, alguns membros da banda foram servir nas Forças Armadas dos EUA na Guerra do Vietnã. Na década de 1970, Toy Caldwell e George McCorkle haviam retornado para Spartanburg, e a Toy Factory tinha recomeçado a tocar em clubes da região. Em 1970 a banda abriu o shows do Allman Brothers, quando eles tocaram em Spartanburg. Em 1972, Toy Caldwell e McCorkle, mais uma vez reformularam a banda, com Tommy Caldwell, George McCorkle e Jerry Eubanks, acrescentando Paul Riddle. A mudança de nome também se viu necessária. A banda estava discutindo sobre o novo nome em um antigo armazém que haviam alugado para ensaiar, o nome do local era “Marshall Tucker”, ai sugeriram que a banda assim se chama-se. Anos mais tarde eles descobriram que o nome Marshall Tucker era de uma pessoa real, um afinador de pianos que era o antigo proprietário do armazém que eles ensaiavam. A banda assinou seu contrato com a Capricorn Records ainda em 1972.  A estreia da banda se daria com o auto-intitulado “The Marshall Tucker Band”, produzido por Paul Hornsby e lançado em 1973, e ganhou certificado de disco de platina. Todas as faixas foram escritas por Toy Caldwell, incluindo "Can't You See", sem dúvida um dos maiores clássicos do Southern Rock. Após o lançamento do álbum, a banda começou uma extensa turnê, foram mais de 300 shows por ano ao longo da década de 1970. Eu destaco além de "Can't You See", as canções "Virginia", "Fly Like An Eagle", "Running Like The Wind" e a maravilhosa "I Should Have Never Started Lovin' You" que são verdadeiros hinos do Southern Rock. Uma coletânea pra tocar do início ao fim pegando a estrada e passando a mão nas coxas da mulher amada hehehe!!!!
BAIXEM OS MESTRES DO SOUTHERNROCK!!!
CLAUDIOTULL 

quarta-feira, junho 01, 2011

ODYSSEY - SETTING FORTH - 1969
Único e raro disco dessa banda Norte Americana de Hard Heavy Psicodélico, que conta com um vocal poderoso, teclados mágicos atacando forte e riffs fuzzys rugindo feroz. Um dos álbuns mais disputados do estilo Heavy Psicodélico, que foi remasterizado e reembalado em 2005, o original de 1969 teve apenas 100 cópias lançadas, tornando ele raríssimo e praticamente impossível de achar em vinil original!!
BAIXEM ESSA RARIDADE PSICODÉLICA!!!
CLAUDIOTULL
MICK ABRAHAMS BAND - AT LAST - 1972
Temos aqui o segundo petardo solo de mister Abrahams, um trabalho morno mais Bluesy e chegando a flertar com o Jazz. Destaco "Up And Down Part 1 e 2" (eu não sei o motivo dessa música em dois atos, mas...) que é uma peça repleta de metais, e "The Good Old Days" uma bela balada romântica. Um documento do Rock para guardar com carinho!!
BAIXEM MAIS ESSA PÉROLA DE ABRAHAMS!!
CLAUDIOTULL

terça-feira, maio 31, 2011

ERIC CLAPTON - FIRST ALBUM - 1970
Depois de passar por grandes bandas meteóricas, 'Cream' e 'Blind' Faith, Eric Clapton lança seu primeiro álbum solo em Agosto de 1970. Apoiado pela excelente banda 'Delaney and Bonnie and Firends', Eric quis afastar um pouco do estrelismo que já rondava sua fama, tocando ao lado de músicos de alto nível. E isso resultou neste belo disco com ótimos arranjos e é claro o brilhantismo de Clapton! Destaque para 'Easy Now', 'Let in Rain', 'Bues Power'(metais de arrepiar) e 'Bad Boy'. Na minha opinião um dos melhores trabalhos de mister Clapton!!!
BAIXEM ESSA OBRA PRIMA!!!
CLAUDIOTULL
PACIFIC GAS & ELECTRIC - GET IN ON...BLUES - 1968
A história do PG&E teve seu embrião em Los Angeles em 1967. Auto-didata o guitarrista Tom Marshall se reuniu com o baixista Brent Block para começar uma banda, encontraram então um baterista negro da costa leste chamado Charlie Allen, que tinha habilidades vocais extraordinárias, as habilidades vocais de Charlie's (quem quiser ver é só clicar http://youtu.be/UiZg82R89Qc olhem só as bilas do rapaz hehehehe) eram tão grandes que ele foi demitido de seu tambor e baquetas para se tornar vocalista e front man do PG&E, foi substituí pelo excelente baterista Frank Cook que também é negro, e chamaram também o exímio guitarrista Glenn Schwartz ex-James Gang. PG&E se tornou um dos primeiros se não o primeiro grupo Interracial do cenário musical de Los Angeles. PG&E tem um som denso e altamente trabalhado com o Blues e o Blues Rock em sua base. uma relíquia que vai apaixonar a todos que escutar essa maravilhosa banda!!! Altamente recomendável.
ASPIREM ESSE GÁS ELÉTRICO
CLAUDIOTULL

MICK ABRAHAMS - 1971
Mick Abrahams nasceu em 7 de Abril de 1943, na cidade de Luton, Inglaterra, é membro fundador e guitarrista original do Jethro Tull. Ele gravou o álbum This Was com a banda em 1968, mas divergências musicais entre Abrahams e Ian Anderson levaram o guitarrista a deixar o grupo. Abrahams queria seguir um estilo mais Blues Rock, enquanto Anderson preferia incorporar influências Jazz e Folk ao som do Tull. Abrahams então formou o Blodwyn Pig, e o grupo lançou dois álbuns, Ahead Rings Out e Getting To This, antes de se separar em 1970. Abrahams continuou com a Mick Abrahams Band, lançando álbuns solo e com versões reformuladas da Blodwyn Pig. Abrahams causou polêmica entre fãs do Tull por sua participação em uma banda chamada This Was no final dos anos 90, que reunia os integrantes da primeira versão do Jethro Tull (com exceção de Ian Anderson) e apresentava canções daquela época da história da banda. Os fãs do Tull desaprovaram a ideia mas Anderson aparentemente não ficou tão ofendido, pois recentemente ele e Abrahams trocaram participações em seus projetos solo.
BAIXEM ESSA EXPLOSÃO DE RIFFS!!!
CLAUDIOTULL
BLACK STONE CHERRY - FOLKLORE AND SUPERSTITION - 2008
Fazia tempo que um disco não me chamava tanto a atenção assim, logo que começa a tocar. Simples, coeso e honesto, “Folklore and Superstition” é um trabalho que conquista a simpatia do ouvinte por seus ‘riffs’ sujos, melodias pegajosas, vocais impressionantes e uma pegada inconfundível de Southern Rock. Não é por acaso que muita gente compara o Black Stone Cherry a Lynyrd Skynyrd e The Black Crowes (ok, tem gente por aí que cita também o Led Zeppelin, mas vamos com calma). O fato é que o grupo tem aquele espírito do velho Hard Rock e uma sonoridade grave e ao mesmo tempo acessível. O ‘single’ “Blind Man”, que abre o repertório, é imperdível e um exemplo claro disso tudo. Por “Folklore and Superstition” ser apenas o segundo disco da banda (isso sem contar um ao vivo de tiragem limitada), é realmente espantoso o nível de maturidade das composições e das execuções, com destaque absoluto para o timbre do vocalista Chris Robertson. O cara não deixa barato nem nas baladas “Things My Father Said”, “You” e “Peace Is Free”, mandando ver nos ‘drives’. Robertson chega a lembrar até mesmo o mestre Richie Kotzen em alguns agudos (“Soul Creek” poderia ser uma de suas músicas) e também se sai muito bem nas partes mais sóbrias. Os norte-americanos do Black Stone Cherry sabem como fazer algo aparentemente simples ficar empolgante. Rock sem frescuras, sem floreios, mas muito profissional. Mesmo que você não seja muito chegado em Southern ou Hard mais clássico, dê uma chance a “Blind Man” e “Please Come In”, que vem em seguida. Automaticamente você irá querer ouvir o resto do disco, e não vai se arrepender.
BAIXEM ESSE THE NEW OLD ROCK'N ROLL!!!
CLAUDIOTULL
GENTLE GIANT - 1970
Este é o álbum de estreia dessa maravilhosa banda, um expoente do Progressivo Inglês, formado em 1970, pelos três irmãos Shulman, após o fim da banda pop Simon Dupree & The Big Sound, em 1969, e foi, sem dúvida, um dos mitos criados por esse gênero, que até hoje possui uma legião de fãs pelo mundo (como eu). Junto aos irmãos Phil, Derek e Ray, juntaram-se à banda Martin Smith, Kerry Minnear e Gary Green. Tocaram por toda a Inglaterra, durante 4 anos, com boa recepção tanto da rádio como da TV. Chegaram a lançar um single no Top 5 da parada britânica. Não é exagero dizer que tudo o que os Beatles representaram de novidade e inventividade para o rock, o Gentle Giant representou igual para o rock progressivo. Com seu som certeiro e que cativava a primeira audição, suas composições eram uma mescla de partes iguais de rock, jazz, música clássica, avant-garde, blues e o bom e velho som “medieval” inglês. Outra coisa que sempre chamou a atenção na banda foram os vocais múltiplos, sincronizados como jamais se viu antes na história do rock. Exploraram moogs, mellotrons e uso de rhodes da Fender com muita maestria. Entre a sua magnífica discografia, todos os álbuns entre “Acquiring The Taste” e “Playing The Fool”, de 1977, são, até hoje, essenciais para qualquer coleção de rock progressivo.
BAIXEM ESSA PÉROLA!!!
CLAUDIOTULL

terça-feira, abril 26, 2011

PREMIATA FORNERIA MARCONI - JET LAG - 1977
Premiata Forneria é uma das minhas bandas favoritas. Banda Italiana com seu inconfundível estilo Progressivo Sinfônico Artístico que coloca a banda no mais alto patamar do Rock Progressivo junto com o Yes, Emerson Lake and Palmer e principalmente King Krimson. É a mais conhecida banda de Rock Italiano que encabeça a grande lista de ótimas bandas como: Área, Moseo Rosenbach, Banco Del Mutuo Socorso, Dalton, Le Orme etc. E essa obra prima aqui apresentada é na minha opinião um dos melhores disco de Prog Sinfônico de todos os tempos, é um dos álbuns que eu colocaria entre os dez melhores para levar para uma ilha deserta!! O disco vem com quase todas as letras em inglês, talvez pelo grande sucesso de "Photo of Ghosts" que foi lançado em 1973 e teve a admiração e participação de Peter Sienfield (do King Crimson) no line up. Com objetivos comerciais a banda começou a lançar discos em inglês, o que não tirou de forma nenhuma a identidade da banda que entre um lançamento e outro colocavam a língua pátria em ação, nesse próprio trabalho, Jet Lag, tem uma italianíssima, "Cerco La Língua" que diga-se de passagem, é fenomenal começa com um violino cigano de deixar qualquer um de boca aberta, depois entra a guitarra de Franco Mussida com um solo inimaginável, meio Fusion meio Jazz... Acho "Cerco La Língua" e "Peninsula" as duas músicas mais sensacionais desse álbum, na verdade eu amo todo o álbum, a música título por exemplo "Jet Lag" que tem um fenomenal trabalho vocal, e a harmonia de um contra baixo muito bem tocado e o teclado magistral, além de uma guitarra com uma afinação surrealista, tem também a extraordinária "Left Handed Theory" com solos de piano triunfais e um baixo delirante, além de solos de violino rasgados. É sensacional a musicalidade e harmonia deste trabalho do PFM. As músicas são muito bem entrelaçadas, e parecem ter sido feitas como uma só peça musical!! Simplesmente lindo esse trabalho do PFM!!!
DELIZIA QUESTA SPLENDIDA MUSICA!!!
CLAUDIOTULL

sexta-feira, abril 01, 2011

THE ALLMAN BROTHERS BAND - HITTIN' THE NOTE - 2003
Pensar no Allman Brothers sem Dickey Betts pra mim era algo inconcebível, mas, como a evolução da vida é feita de ousadias, um dia resolvi escutar esse disco, relutante mas ouvi, e gostei!! Esse disco conta com dois guitarristas da nova geração de notáveis, Warren Haynes que nós já conhecemos de outros trabalhos no Allman e em sua excelente banda, Gov't Mule, que além de destruir na guitar divide os vocais com Greg Allman. Já o jovem guitarrista Derek Trucks, que é sobrinho de um dos fundadores do Allman o baterista Butch Trucks, faz um trabalho fenomenal e substitui Dickey a altura. Os dois se lançam em uma odisseia de slides marcantes e muito bem tocados. O disco é cheio de faixas inéditas e com uma sonoridade singular, um dos grandes discos de Southern Rock lançados na década!!
BAIXEM ESSA GRANDE OBRA DO SOUTHERN ROCK!!
CLAUDIOTULL
DELANEY & BONNIE - TOGETHER- 1972 - REMASTERED IN 2003
Um disco fantástico e muito bem produzido, com canções repletas de arranjos instrumentais e backing vocais estonteantes, as minhas favoritas são "I Know How It Feels To Be Lonely" que demonstra a inconfundível voz de Bonnie realçada ao extremo pelas backing vocals e "Comin' Home" onde Delaney detona com sua marcante voz abrilhantada por Bonnie nos baking vocals. Muito se poderia falar acerca deste casal Norte Americano e de sua importância para o Rock mundial mas seria pouco se formos analisar o que o mundo do Rock deve a eles. Como cantores, instrumentistas, produtores, arranjadores musicais e compositores eles sempre deixaram sua marca registrada de muito talento. Muitos considerados hoje "monstros sagrados" do Rock como Eric Clapton, os irmãos Allman, George Harrison, Leon Russell, Albert King, Ray Charles, Dave Mason, só para citar alguns, foram visivelmente influenciados em algum momento pelo casal, conta-se que George Harrison aprendeu tocar Slide com Delaney e que Bonnie influenciou muito a carreira de Rita Colidge, que foi sua Backing Vocal. O próprio Eric Clapton se apropriou da seção rítmica do Delaney & Bonnie, Usando a banda de apoio de Bramletts e um elenco estelar de músicos de estúdio, Clapton lançou seu primeiro disco solo em 1970, que trazia uma composição sua e de Bramlett "Let It Rain" que se tornou sucesso absoluto nas paradas norte americanas. Bobby Whitlock (teclado, vocais), Carl Radle (baixo) e Jim Gordon (bateria), ele formou uma nova banda com a intenção de contrastar com o culto de "estrelismo" que crescera a sua volta e mostrar Clapton como um integrante no mesmo patamar dos demais. Delaney Bramlett morreu em 27 de Dezembro de 2008, vítima de câncer na vesícula, aos 69 anos.
BAIXEM ESSA LENDA DO ROCK!!!
CLAUDIOTULL
GRAND FUNK RAILROAD - RED ALBUM - 1969
O estado de Michigan, nos EUA, foi o berço dessa gigante banda de garagem da América. O famoso “som de Detroit” e seus arredores, como Saginaw e Flint, ficou caracterizado pela incrível agressividade, força e volume que suas bandas nativas geravam. Exemplos como Stooges, MC5, Ted Nugent’s Amboy Dukes, Bob Seger System, Cactus e Alice Cooper, mostraram que era a “capital nacional do som de garagem” em contra partida ao som lento e viajante da costa Oeste, onde se destacava a psicodelia de São Francisco. A maior prova da força e poder das apresentações do Grand Funk Railroad foi na turnê que eles abriram para o Led Zeppelin. No "Detroit’s Olympia Stadium" a reação da plateia foi tão intensa durante a execução de “Inside Lookin’ Out” que o truculento Peter Grant empresário do Led Zeppelin, desligou a energia elétrica, impedindo que o Grand Funk terminasse a canção. Como se isso não bastasse, ele agarrou Terry Knight pelo pescoço e ordenou que a banda fosse retirada do palco imediatamente. O esperto Terry calmamente caminhou para o meio do palco, acenou para que a banda parasse de tocar, e soltou no microfone: “O Led Zeppelin está com medo do Grand Funk Railroad!” A plateia começou a vaiar, e a banda deixou o palco, ovacionada pelo público. Quando o Led Zeppelin subiu para fazer seu show, metade do estádio tinha ido embora. Algo semelhante aconteceu em Cleveland, e o Grand Funk foi “despedido” da tour, nunca mais sendo convocado para tocar no mesmo festival que o Led Zeppelin. Em Dezembro de 1969 foi lançado essa pérola, segundo álbum intitulado simplesmente Grand Funk que mais tarde ficou conhecido como "Red Album". Absurdamente pesado, o disco definiu o tão famoso “Grand Funk Sound”, elevando a banda a um nível único dentro do rock pesado. A produção era cuidadosamente crua e rústica, e até hoje, o “disco vermelho” é considerado pelos fãs como uma das melhores coisas que o trio já fez. Um mês após o lançamento, o álbum já estava no 11º posto das paradas americanas e assim como o primeiro disco "On Time", o "Red Album" também se tornou disco de ouro nos EUA, o que não fez mudar a opinião dos críticos, que continuavam descendo a lenha no conjunto. (Eu costumo dizer que crítico de Rock só entende de Valsa, ou seja nada a ver!!).
BAIXEM ESSA OBRA PRIMA DO ROCK!!!
CLAUDIOTULL