Objetivo:

A minha missão, e é assim que eu encaro esse trabalho, é de apenas divulgar a boa e bela música! Pois é inconcebível deixar as pessoas sem conhecer o verdadeiro Rock. Não consigo imaginar alguém nascer, crescer, viver e morrer sem ouvir pelo menos a metade do conteúdo deste Blog. É uma tortura para meu ser pensar que isso possa acontecer! Quero também deixar muito claro que não pratico pirataria. Os links expiram em 60 dias e sabemos, como bons apreciadores, que um mp3 tem péssima qualidade. Porém, não existe nada melhor do que achar um som na internet, baixar, se deliciar e depois comprar o original, com encartes, um som puro e perfeito! Preservando assim os direitos autorais dos artistas que as produziram!

Desejo a todos uma viagem sonora cheia de delícias musicais!

CLAUDIOTULL

terça-feira, junho 03, 2008





GRATEFUL DEAD - WAKE OF THE FLOOD - 1973





Grateful Dead significa agradável morte, banda Norte Americana formada em 1965 na cidade de São Francisco, Califórnia. Em 1966 na mesma São Francisco, ganharam notoriedade ao participarem de uma feira Hippie juntamente com Allen Ginsberg, William S. Burroughs, entre outros loucos, onde pediam a liberação do LSD, o fim da guerra do Vietnã e o sexo livre. O grupo era conhecido por seu estilo único e suas jams sessions de mais de seis horas ininterruptas regadas a muito LSD. Eram uma banda singular já que fundiam em suas composições elementos do Folk, Bluegrass, Blues, Country, Jazz, Psicodelismo. "A música deles", escreveu Lenny Kaye, guitarrista de Patti Smith, "Possui níveis de timbres e harmonias que a maioria dos músicos atuais sequer sabem de sua existência."Jerry Garcia que é o elemento mais conhecido da banda era uma figura on-the-road mitológica do rock, quem assistiu ao Woodstock deve lembrar que logo no início, um cabeludo de barba cerrada com um baseado erguido na ponta dos dedos diz: "marijuana the take one" pois é, esse hippie era nada mais nada menos que Jerry Garcia se preparando para o Épico e Bíblico Festival de Woodstock como ele mesmo pronunciou. Morreu aos 53 anos em 9 de agosto de 1995, numa clinica de desintoxicação em Forest Knolls na California. Nesse dia foi embora o simbolo mor da Contracultura, o famoso Capitão Barato, uma espécie de Papai Noel Hippie que dava intermináveis solos de guitarra e muita simpatia de presente para seu fiel público.


CLAUDIOTULL


SENSACIONAL E ALTAMENTE RECOMENDADO PRINCIPALMENTE A MÚSICA "WEATHER REPORT SUITE"


THE PROGRESSIVE BLUES EXPERIMENT - 1969




Pra mim um dos melhores disco de blues que já ví na minha vida!!!!!
As músicas Tribute to Muddy, Bad Luck & Trouble, Help Me, Broken Down Engine, Black Cat Bone (Essa é uma das Expressões do Blues que eu postei aqui anteriormente, Macumba com gato preto rsrsrsrs) e It's My Own Fault, são clássicos do Blues de autoria dos mestres Sony Boy Williamson, Muddy Waters, B.B. King, e Slim Harpo. Um disco pra ouvir do começo ao fim no volume máximo e com uma garrafa de Jack Daniels do lado hehehe, BAIXEM SEM MEDO!! CLAUDIOTULL

BLODWYN PIG - AHEAD RIGS OUT - 1969

Quando me aprofundei na história do Rock lá pros idos de 1982 nunca imaginava testemunhar uma incompatibilidade de gênios tão destrutiva e tão precoce dentro de uma banda de rock. Foi o que aconteceu com o Jethro Tull em 1968 depois de lançarem o álbum This Was, o guitarrista da época Mick Abrahams (7 de abril de 1943 em luton, Inglaterra) um dos fundadores do Jethro entra em constantes divergências musicais com Ian Anderson, o que levaram o guitarrista a deixar o grupo. Abrahams queria um som mais Bluesrock enquanto Anderson incorporava nuances de Jazz e Folk ao som do Tull. Abrahams então formou o Blodwyn pig e lançou dois álbuns (Ahead Rigs Out e Getting To This) antes de se separarem em 1970. Abrahams continuou na estrada com a Mick Abrahams Band, lançando álbuns solos e com versões reformuladas do Blodwyn Pig. Então aí vai o primeiro do Blodwyn Pig, Ahead Rigs Out, destacando as conções "The Modern Alchemist" que é uma viagem jazzgística ( coloquem no youtube "Blodwyn Pig The modern Alchemist" ) pra ver a performance de Jack Lancaster (saxophones, phoon horn, violin) tocando com dois sax ao mesmo tempo!!, muito louco!!. "The Change Song" um Blues no slide acompanhado por violino simplesmente sensacional, e a minha preferida "Ain't ya comin' home, babe" essa música tem uma parte nela onde entra o solo de sax e guitar sobre o baixo, que eu tenho certeza que o sabbath plagiou essa parte na música Faries Wear Boots, dá até pra começar a cantar a musica do sabbath enquanto rola "Ain't ya comin' home, babe". Uma Pérola Rara do Rock que vai presentear todos que apreciam boa música.
É SÓ BAIXAR!!! CLAUDIOTULL

ANTHOLOGY - 2005









FACE DOWN IN THE BLUES - 1998



THE CAPRICORN YEARS - 1994







SOUTHERN SPIRIT - 1990



JUST US - 1983



GREETINGS FROM SOUTH CAROLINA - 1983


segunda-feira, junho 02, 2008


TURCKERIZE - 1982



DEDICATED - 1981



TENTH - 1980



RUNNING LIKE THE WIND - 1979





TOGETHER FOREVER - 1978




CAROLINA DREAMS - 1977
DOWNLOAD




LONG HARD RIDE - 1976




SEARCHIN FOR A RAINBOW - 1975

Download

A NEW LIFE - 1974


Download

sexta-feira, maio 30, 2008

1º do MARSHALL - 1973

The Marshall Tucker Band é uma banda que transcede o Southern Rock, uma banda que nasceu nas planícies Norte-Americanas montada a cavalo e que nos dias de hoje cai muito bem rasgando as mesmas planícies montado em um possante cavalo de aço. Música que quando se escuta dá vontade de mandar tudo pro inferno e rasgar o asfalto... hehehe (coisa que já fiz algumas vezes hahaha). À partir de segunda dia 2 de junho de 2008 eu estarei disponibilizando algumas pérolas do marshall Tucker Band para a galera!! espero que gostem!! Eu me sinto honrado em começar essa labuta com uma banda desse calibre, gostaria de agradecer ao meu amigo Edson d'Aquino do blog gravetos-berlotas de onde já baixei muitas pérolas e tive uma recepção de brother com toda acessoria possível para chegar onde estou, valeu velho berlotas.
Taí um Clássico do Marshal indispensável, para ouvir todo dia bem alto!!!!

terça-feira, fevereiro 12, 2008
















Do Underground ao fascínio das grandes turnês - uma breve história do Hard Rock Setentista

Assim como acontece com todos os Profetas, Filósofos, Divindades, Reis e Fenômenos da humanidade, é difícil precisar a data ou o momento exato em que surge um determinado movimento artístico-cultural ou contra-cultural se lhes perece melhor. Mais dias, menos dias, ele mostra sua cara ao mundo e rompe com todas as leis e paradoxos puritanos. A raiz do hard-rock está diretamente envolvida com o próprio desenvolvimento do rock em sua vertente mais rebelde, suja e transgressora - dos riffs blueseiros turbinados de Chuck Berry à insanidade dos gritos de Little Richard e a energia da performance de Jerry Lee Lewis, que segundo a lenda uniu-se a mão branca do rock’n roll com a mão negra do blues (Lewis fugia de casa para ir aos clubes freqüentados por bluesmans, e ficava olhando pela janela, sendo várias vezes convidadas para tocar a quatro mãos com a galera do blues, daí a união das mãos brancas e negras). Nos anos 60 o som que duelava na preferência da juventude britânica, os rapazes comportados, os Beatles era mergulhado no underground da lama do blues americano – Rolling Stones, Yardbirds, Animals, Kinks e The Who. Estes foram os precursores do hard que se desenvolveu a partir da segunda metade dos anos 60. Seu som era bem mais agressivo, ousado e chocante do que o som da maioria das bandas que embarcaram na Beatlemania... A fórmula era basicamente a mesma – injetar anfetamina no blues e rhytm n’ blues, acelerá-lo, distorcê-lo, estrangulá-lo, jogar quilos de microfonia e gritos deixando meninos e meninas estarrecidos e pais pra lá de preocupados... Nessa efervescência, acredito que o maior destaque foram os Yardbirds. Em princípio, foi um dos maiores expoentes da geração dos puristas do blues, quando ainda contavam com Eric Clapton; depois, com Jeff Beck e Jimmy Page, começaram a expandir as fronteiras, inserindo peso e psicodelia naquela massa sonora. Além de tudo, foi o berço de três dos guitarristas mais influentes da história de todo o rock. Em 1966, surge um grande divisor de águas nessa história com a união de três músicos já tarimbados do cenário inglês – o Cream. Amplificando todas as fórmulas da moçada mais ousada da Inglaterra daqueles tempos, o Cream uniu virtuosismo, senso improvisador e liberdade de criação num caldeirão que deixou todo mundo bem chapado naqueles tempos. Aceso o pavil, explodiu outro fenômeno – um guitarrista norte-americano canhoto, autodidata e bem doidão veio para a Inglaterra apadrinhado e formou a Jimi Hendrix Experience. Daí a coisa estourou mesmo – o som daqueles dias era ácido, pesado, experimental, virtuoso, inovador... Estava nascendo o hard-rock, um som calcado no blues, porém antropofagicamente transformado pela criatividade daquela geração que utilizou toda a tecnologia que se desenvolvia na época para fazer o som de suas bandas chegarem mais longe. Nos EUA, eclodia também o movimento flower-power e o som psicodélico. Não parecia haver fronteiras para as combinações entre o novo som e o velho blues – quase todo mundo embarcou nessa viagem e quem não embarcou, ficou no limo da história. A partir daí, entre 1967 e 1968, surgiram o Blue Cheer, (que levou a psicodelia aos extremos com sua estréia Vincepbus Eruptum), o Steppenwolf (com o hino do hard, Born to be Wild) o Ten Years After (e o prodigioso guitarrista Alvin Lee), Taste (de Rory Gallagher), Canned Heat (que tiveram como professores nada mais nada menos que John Lee Hooker e Memphis Slim), Savoy Brown, Jeff Beck Group, MC5, Stooges (ampliando o som psicodélico das garagens norte-americanas) e vários outros nomes que foram cruzando a psicodelia e a inovação com o blues, tanto na sonoridade quanto nos temas. A partir de 1969, pode se dizer que o estilo já estava consolidado, com diversos trabalhos de muito peso das citadas bandas e de outras como o Mountain de Leslie West, James Gang, Grand Funk Railroad, Edgar Broughton Band, Writing on the Wall, Groundhogs, Free, Cactus e muito etc. por aí. O que fazia a cabeça da moçada na virada dos anos 60 para os 70 era o som pesado – e toda a situação do momento favorecia isso: Guerra do Vietnã, as manifestações estudantis, os golpes militares na América Latina, o assassinato de Martin Luther King, etc. O som parecia ser o pano de fundo para o todo aquele contexto conturbado, acrescido da desilusão com o ideal hippie e a alienação pelo uso de drogas. Com o advento dos anos 70, a coisa ficou progressivamente mais pesada, agregando novas influências – Led Zeppelin, Black Sabbath e Deep Purple foram os grandes marcos do som da nova década e influenciaram uma gama imensa de jovens por todo o mundo. O nascente rock progressivo também foi influente numa fusão entre o som pesado e as novas sonoridades, coisa que aconteceu muito forte na Europa. Ao prosseguir da década, dezenas e dezenas de bandas surgiram e sumiram com velocidade de foguete no cenário art rock, nos mais diversos países no mundo. O underground engoliu muitos jovens talentos que não tiveram a manha de lidar com o mainstream e nem tiveram um pingo de sorte com gravadoras e empresários. Por conta disso, bandas fantásticas e extremamente promissoras que ficaram somente na estréia. A industrialização da música (e do rock conseqüentemente) avançou, capitalizando todo o movimento e direcionando-o por caminhos mais previsíveis no decorrer da década, especialmente visando competir com o punk-rock e a disco music, movimentos que deixaram o hard bem menor em termos de popularidade. Claro que houve muitas honrosas bandas que não se deixaram levar pelos apelos escandalosos do mercado e mantiveram firmes seus princípios, se baseando no blues ou mesmo na busca de novos caminhos, caminhos esses que foram levando o hard até o heavy-metal, com a chamada “New Wave of British Heavy Metal”. Mas aí chegamos aos anos 80, então é melhor ficar e parar por aqui hehehe.