

Da série "Pérolas do Progressivo"
KING CRIMSON - ISLANDS - 1971
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Peter Sinfield é o nome da criação, poesia e harmonia desenfreada, Nasceu em Putney, Londres em 27/dez/1943. Conhecido como o frágil e louco poeta fundador do grupo King Crimson, participante essencial de suas principais formações, desde 1969 até a despedida em 1972 após este maravilhoso álbum "Islands" (1971 - ATCO). Como poeta de especial domínio no trato com as palavras, explora o surrealismo, imagens envolvendo idéias em torno de elementos como água, mar, e um certo sentido profético nos temas ligados à condição existencial humana. Deixando a escola aos 16, dedica-se à leitura em profundidade, principalmente poesia, descobrindo a importância do uso dessa linguagem. Em meados dos anos 60 volta a escrever poemas depois de viajar pela Europa trabalhando numa empresa de computação, e acompanhando colegas da Chelsea Art School, vivendo de trabalhos com equipamentos toscos de iluminação. Depois de viajar pelo Marrocos e Espanha, retorna a Inglaterra e é reconhecido como criador talentoso por um dos fundadores do King Crimson, o multi-instrumentista Ian McDonald. A canção "I talk to the wind" de 1968, poema para parceria musical com o próprio Ian, torna-se o início de um apaixonado trabalho com o grupo, que incluiria inúmeras composições em parceria com seu líder Robert Fripp, Sinfield parte em 1972 para seu próprio trabalho como produtor na EG Management, representando o próprio Crimson, além do Roxy Music de Bryan Ferry, e colaborações poéticas com a banda de rock-progressivo italiano Premiata Forneria Marconi e o trio britânico Emerson, Lake and Palmer, que se ressentia da ausência de um poeta do seu quilate. O álbum “Islands” é simplesmente uma obra de arte da música e da poesia, algo comparado aos trabalhos de grandes mestres da música clássica como Beethoven, Bach, Tschaikowski etc. Um disco para se guardar para a eternidade, eu usei duas faixas do “Islands” a própria Islands e Prelude: Song of The Gulls desse disco pra fazer dois de meus melhores vídeos no youtube quem quiser conferir é só ir na barra de vídeo e clicar no quadrinho “ISLAND BY CLAUDIOTULL” e “SONG OF THE GULLS BY CLAUDIOTULL” e viajar na sonzeira e imagens maravilhosas.
BAIXEM CORRENDO!!!
Aí vai a letra e a tradução de “ISLANDS”
Earth stream and tree encircled by sea
Waves sweep the sand from my island
My sunset fade
Field and glade wait only for rain
Grain after grain love erodes my
High weathered walls, which fend off the tide
Cradle the wind to my island
Gaunt granite climbs where gulls wheel and glide
Mournfully cry over my island
My dawn bride's veil, damp and pale,
Dissolves in the sun
Love's web is spun - cats prowl, mice run
Wreathe snatch-hand briars where owls know my eyes
Violet skies
Touch my island touch me
Beneath the wind turned wave
Infinite peace
Islands join hands'
Neath heaven's sea
Dark harbor quays like fingers of stone
Hungrily reach from my island
Clutch sailor's words - pearls and gourds
Are strewn on my shore
Equal in love, bound in circles
Earth, stream and tree return to the sea
Waves sweep the sand from my island,
From me.
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"ILHAS"
Terra, riacho e árvores estão rodeados pelo mar
e as ondas carregam a areia de minha ilha.
Os meus poentes se dissolvem,
o campo e a clareira só esperam pela chuva.
De grão em grão o amor corrói
os altos paredões batidos pelo tempo
que me protegem das marés,
embalando o vento para dentro de minha ilha.
Os pálidos penhascos de granito onde as gaivotas voam em círculos
gritando tristemente sobre minha ilha.
O tênue e suave véu de noiva da minha madrugada
se dissolve com o sol.
A teia de amor está lançada - os gatos caçam, os ratos correm,
as torgas retorcidas em guirlandas onde só as corujas vêem seus olhos.
Os céus violeta
tocam minha ilha, me tocam.
Embaixo do vento que se fez onda
A paz infinita,
As ilhas se dão as mãos
Sob o mar celestial.
Os ancoradouros escuros como dedos de pedra famintos,
tentam alcançar minha ilha.
Palavras ásperas de marinheiros, pérolas e melões
estão jogados em minha praia.
Iguais no amor, unidos em círculos
Terra, riacho e árvores voltam ao mar.
As ondas varrem a areia de minha ilha,
de mim.
*Briar: Torga (Tipo de arbusto comum nas ilhas do Mediterrâneo).